Marina e o corno – por Alex Mazoka

Me deliciei com esse conto.

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A estrada livre, quase não havia trânsito. Segui o conselho de Marina, e partimos para o litoral depois da meia-noite. Eu dirigia, e ela ao lado, curtia o som do carro, e teclava no celular. Suas pernas cruzadas sobre o painel me distraíam. Ela usava um vestido curto de algodão branco, e um tênis converse vermelho de maneira que ficava quase sempre saindo de seu pé, deixando o calcanhar exposto. De vez em quando ela ria com os comentários que faziam na sua página. O último ensaio fotográfico estava bombando, e não paravam de falar sobre isso. As fotos do ensaio mostravam Marina nua, em várias posições, em preto em branco, e eram simplesmente deslumbrantes. Eu me orgulhava muito dela. Ela sabia do poder de seu corpo, e sabia como usá-lo; desde o olhar até a forma de tocar com os dedos, Marina era divinamente e deliciosamente artística.

De vez em quando ela me mostrava o que estava rolando, principalmente os comentários dos admiradores. Alguns comentários eram um pouco inadequados, outros eram raivosos, recalcados. Mas Marina não ligava, se divertia, ela sabia, do alto de sua misericórdia feminina, o efeito que produzia sobre os homens e também sobre as mulheres. E nessa hora eu pensei que, se havia um motivo pra ela ter me escolhido, eu entre todos os seus tarados devotos, era porque eu sabia e aceitava minha completa impotência diante do meu desejo por ela, eu me sabia indigno de merecê-la, e por isso – ironicamente – eu a merecia, segundo seu julgamento. Nos divertíamos, e a viagem ia bem. Chegaríamos em Maresias antes das 3h da manhã sem dificuldades. Um som diferente soou no celular, aquele som que identifica apenas as mensagens dos amantes da minha Dona. Eu tentei ver com quem ela estava falando, mas ela escondia, e me deu uma bronca: é particular. Ok, melhor não insistir. Eu já estava conformado, não tinha esperanças de que sua vontade de ir pro litoral fosse apenas pra estar comigo, ela tinha planos, com certeza.

Quando paramos no pedágio ela tirou a calcinha rapidamente por baixo do vestido, de forma muito ágil e, enquanto eu falava com o cobrador, me enfiou ela na boca, de forma que fiquei sem reação. Ela sorria para o moço, e mascava um chiclete de uma maneira provocante além da minha capacidade de descrição. O rapaz não sabia muito o que fazer, além de enxugar o suor da testa, e ruborizar. Apenas contou o troco e me deu. Eu agradeci com a cabeça, e segui. Ela ria muito, adorava me colocar em situações assim, de humilhação pública e inesperada. Eu ficava muito excitado com aquilo, e não conseguia resistir. Ela tirou uma fita adesiva do porta-luvas, e passou sobre a minha boca, de maneira que fiquei com a calcinha ali, sentindo o seu gosto. Aquilo me excitou bastante, e Marina mostrou que sabia disso, apertando meu pau com a mão.

Ela abriu a bolsa, e tirou de dentro um baseado que já tinha bolado antes. Marina pediu para que eu encostasse o carro num local reservado, ela queria fumar. Peguei um desvio e entrei numa estrada de terra. A rodovia estava praticamente deserta, eu não via muito motivo pra parar, mas ela queria, e eu que não iria – nem podia, nessas circunstâncias – argumentar com ela. Estacionei o carro, um pouco apreensivo. Ela aumentou o som do carro, tocava Frank, da Amy. Ela acendeu o cigarro, tragou, relaxou no banco, e abriu um sorriso lindo, arrebatador. Se aproximou de mim. Me fez um carinho na cabeça, beijou minha testa, como que me parabenizando, não sei exatamente pelo quê. Acho que é porque eu finalmente estava conseguindo aceitar tudo, aceitar, principalmente, que eu não era dono dela, mas seu escravo apenas. Eu pertencia a ela, mas não ela a mim. Eu estava abdicando do meu desejo natural de posse, eu desejava apenas estar ao lado dela, e servi-la. Estava, finalmente, manso e conformado com tudo. Até com a exposição pública dos ensaios sensuais de Marina. Na verdade, já ansiava em fotografá-la novamente em performances cada vez mais provocantes. E agora, nestas condições, eu só podia dizer isso a ela com os olhos.

Ela fumou demoradamente. Quando estava quase terminando, vi umas luzes refletindo pelo retrovisor. Eram luzes vermelhas e azuis. Uma viatura se aproximava, sem tocar a sirene. Estacionou logo atrás do nosso carro. Marina, com o cigarro de maconha na mão, fez pra mim um sinal de silêncio, e garantiu: deixa que eu cuido de tudo. Dois policiais saíram do veículo, um negro muito forte, e outro branco, um pouco menor. Se aproximaram. O negro, mais atrás, aguardava, enquanto o outro vinha falar comigo. Eu baixei o vidro, e ele me viu, com a boca lacrada de fita adesiva. Ergueu o olhar inquisidor pra Marina, ao meu lado. O que está acontecendo aqui? / Estou só fumando um baseadinho, guarda. / Não sou guarda, sou policial rodoviário. Por que este homem está assim? / Ele não é homem, é meu escravo. / Ok, documentos por favor. Seus e do seu “escravo” – ele disse essa última palavra com um tom de deboche. O homem mais atrás ria de forma contida, como se aquilo fosse algo muito ridículo. Marina tirou da bolsa, e entregou os documentos com a mão direita, de maneira que era possível notar a tatuagem nas falanges, escrito SLUT. Ele tornou a olhar, e verificar a outra mão, LADY. A curiosidade era fatal, sempre que um homem notava essa tatuagem, sua cabeça parava de trabalhar da forma normal. Ele voltou até o outro cara.

Conversaram em sigilo, sem dar importância aos documentos, e pareciam concordar em alguma coisa. Voltaram os dois até mim. O negro era enorme, e me intimidou na hora. O senhor usa sua namorada de mula? Neguei com a cabeça. Vamos ter que revistá-la. Marina saiu do carro, sem nenhuma ordem, ainda com o cigarro na mão. Foi até a frente do carro e se inclinou sobre o capô, com as duas mãos, afastando bem os pés e arrebitando o quadril pra trás até que a polpa de sua bunda estivesse quase escapando do lindo vestidinho branco. A visão era paradisíaca. E os caras ficaram paralisados, sem reação. Um deles arrumou o pau na calça, o outro pigarreou e se aproximou. A senhora me autoriza te revistar? / Sim, autorizo. Meu sangue fervia de ver aquilo, meu coração pulsava forte, sem saber o que fazer. O policial se aproximou, e a revistou, passando as mãos fortes e masculinas sobre seu vestido branco que contrastava com a pele negra do policial. Os seios de Marina estavam avermelhados, com os bicos rígidos, e seu cabelo esvoaçava na frente do rosto. Enquanto as mãos do policial deslizavam suavemente em seu corpo, ela gemia baixo, com os olhos semicerrados. O policial branco assistia, próximo à minha janela, e ajeitava o pinto que enrijecia dentro de suas calças. Eu protestei, ainda amordaçado, com um som abafado, indistinto. O negro, que tinha suas mãos sobre os seios dela, já do lado interno do vestidinho de algodão, gritou para que eu me calasse. Depois falou baixo para o outro: ela está sem calcinha, e toda molhada. Os dois já suavam de tesão e Marina se deleitava com aquilo.

Agora os dois policiais tocavam seu corpo, ao mesmo tempo. As mãos escorregavam pelas pernas lisas de Marina, e subiam novamente, sem encontrar nada além de suspiros e gemidos da minha Dona. Ela beijava um de cada vez, e se roçava nos membros de seus amantes. O negro se afastou, e veio até mim. Tirou um revólver do coldre, colocou na minha cara, e disse: nós vamos comer sua mulher agora, seu otário. Vou abrir ela com meu pau grosso, e ela vai gozar como nunca gozou com você. Eu tremia de tesão e de medo, sem saber de onde saíram aqueles caras. notei que o policial estava sem identificação. Na certa Marina não avaliou o risco de eles nos matarem depois que tudo acabasse, e estava se divertindo com o meu pavor. Ele me deu sua algema e apontou a arma bem na minha boca: se você não quer que ela se machuque, você vai algemar sua mão esquerda no volante do carro, e ficar aí quietinho, sem tirar essa fita da boca. A mão esquerda, entendeu? Eu acenei com a cabeça, e me algemei no volante. Agora me dá as chaves. Eu tirei as chaves da ignição, e estendi pra ele, com a mão tremendo. Tá se cagando de medo né, seu brocha? É por isso que eu vou comer sua mulher, e você vai ficar só olhando aqui dentro. Ele guardou a arma no coldre, e voltou para a frente do carro.

Quando me recobrei do choque, eu vi que Marina já estava de quatro, sendo penetrada pelo policial branco, no capô do carro. Ela gemia forte, e acariciava os próprios cabelos, num gesto de auto-erotismo delicioso. Tudo aquilo era traumático pra mim, principalmente porque eu estava baixando minhas defesas, e aceitando minha condição de escravo. Mas eu não esperava ser ameaçado por um homem estranho, com uma arma. Será que isso foi tudo combinado? Ou será que ela é maluca o suficiente pra transar com dois estranhos na estrada? Marina percebeu que seu amante estava prestes a gozar, então ela virou o pescoço, buscando sua boca para beijar. O homem gozou com o pau dentro dela, arfando e gemendo, em êxtase, enquanto segurava minha Rainha pelo pescoço, e invadia sua boca com a língua. Marina então se virou, retirou dele a camisinha, e despejou aquela porra ainda quente no capô do “meu” carro. E enquanto ela fazia isso, me olhava sadicamente, explorando minha dor com uma risada melodiosa e doce.

Era a hora do negro penetrá-la, e ela já o provocava com os olhos, dando o último trago do seu baseado. Aparentemente os policiais não ligavam mais para o uso do narcótico, o que era bastante estranho. Notei que o soldado negro era absolutamente enorme perto dela quando a pegou como se pegaria uma boneca pela cintura, e a colocou de costas pra ele, apoiada na minha janela. Ela aguardava obediente, com o quadril arrebitado, de forma a deixar exposta sua vagina rosada, mas olhava pra trás, na expectativa de ver o pênis do negro saindo pela braguilha da calça. E quando saiu, ela se assustou. Dá uma olhada nesse pau, eu nunca vi nada assim! O homem sorriu, no mínimo acostumado a ouvir aquilo. Não se parece em nada com seu pauzinho ridículo e minúsculo! Os policiais gargalhavam, e ela mantinha um sorriso cruel. Ela estava com seu rosto a um palmo de distância do meu, e seus olhos me penetravam, e me desnudavam. Ela sentia a volúpia de seu domínio completo sobre mim. Ela sabia que eu sofria, e sabia que, pra mim, o prazer dela justificava tudo. Eu queria vê-la gozar nesse pau enorme, e ainda que eu estivesse aterrorizado com a situação, o meu pauzinho ridículo também pulsava por ela. O negro preparou então o pinto em posição, e foi introduzindo lentamente, para não machucá-la. Enquanto aquele pau massivo ia entrando nela, sua expressão mudou. Seus olhos arregalados me diziam que ela nunca havia experimentado um caralhão tão grosso como aquele. Depois de alguns movimentos lentos, de vaivém, ela estava alargada o suficiente para suportar o que viria. Tá vendo isso corno, sua mulher está se deliciando na minha pica. Olha pra cara dela. Olha como ela gosta, como ela delira quando eu chego no fundo dela, e metade do meu pau ainda tá pra fora. Ela estava rebolando fundo no pau dele, mordendo o lábio, enlouquecida de tanto prazer com minha humilhação. Sua boquinha vermelha, molhada de tesão, tentava me dizer alguma coisa, mas não conseguia mais que gemidos.

O homem tirou então minha mordaça, num único puxão, revelando a calcinha na minha boca. Surpreso, ele gargalhava. Você tem na boca o gosto da boceta que eu estou arrombando, seu burro. Minha princesa estava quase gozando, suas pernas tremiam de prazer, os gemidos eram suplicantes, quase de dor. Fala que você ama ela. / Como? / Fala pra sua mulher que você ama ela, seu corno manso – disse em tom autoritário. Ela olhou nos meus olhos, esperando a declaração, e rindo muito. Eu te amo, minha Dona. Assim que eu disse isso, Marina gozou fortemente, enquanto o macho socava ainda mais fundo a rola. Ele estava quase gozando, e se afastou, tirando a camisinha. Marina foi, ávida, para receber o leitinho quente, mas ele negou. Quero esse otário aqui fora agora. E entregou as chaves da algema pra Marina.

Ela me soltou as algemas, e me levou pra fora do carro. O policial mandou eu me ajoelhar, e eu obedeci. Depois Marina se ajoelhou do meu lado, e passou a chupar o pau dele que de perto parecia ainda mais enorme. Suas veias pulsavam, irrigando aquele pinto duríssimo e todo melado com a saliva amorosa de minha Dona. Olha pra mim, seu corno. Olha pro macho que comeu sua Dona. Ela gozou no meu pau, você viu? Agora vou gozar na boquinha dela. Marina fazia círculos com a língua sobre a glande túrgida do seu macho, me olhando de soslaio, e levando o seu comedor a um prazer contínuo e quase insuportável. Depois de dois minutos de intensos gemidos, o negro jorrou de sua pica um leite grosso e quente, que melou todo o rosto do meu amor, mas uma boa quantidade ela guardou na boca, como sempre gostava de fazer. O homem continuava gozando e não parava mais. Do seu pau escorria um fio branco e viscoso, que se depositava lentamente dentro da boca de minha Dona, até que ela chupou a última gota de porra, e ele se afastou. Eu assistia tudo aquilo hipnotizado com tanta beleza e tanta graça em cada gesto amoroso de minha Deusa.

Estávamos, agora, os dois juntos, em nosso mundo particular, para meu ritual intenso de devoção e submissão. Marina se virou pra mim, com a boca entreaberta, cheia do precioso sêmen do seu búfalo negro. Ela montou sobre mim, sentando-se confortavelmente sobre minhas pernas, e ocupando uma posição superior. Assim nos beijamos longamente, com a seiva quente de seu macho escorrendo de seus lábios aos meus. Os seus comedores assistiam a cena, impressionados com todo o envolvimento que havia entre nós, ainda que inconformados com o irrestrito abandono de minha masculinidade. Marina correspondia-os com olhares maliciosos e sorrisos, enquanto seus dedos delicados empurravam o sêmen espalhado em nosso beijo para dentro de minha boca, e eu sorvia todo o líquido precioso. Lambi seu rosto, seus olhos, e seu pescoço, até que não havia mais sêmen sobre seu corpo.

Os policiais me devolveram a chave do carro e os documentos, e ordenaram que deixássemos o lugar, que não nos fariam nada de mal se saíssemos agora. Mas Marina estava fraca, amolecida de tanto gozar, então a tomei nos braços e a levei para o banco do passageiro. Ela se reclinou satisfeita, passou a mão em meu rosto, com carinho. Havia nos seus olhos uma expressão gentil, delicada, de piedade pela minha alma, que ela tinha em suas mãos. Me disse: ainda não acabou, vai lá e pega o telefone deles. Enquanto fui cumprir sua ordem, os dois policiais entravam na viatura, e já estavam se retirando. Me aproximei, hesitante. Senhor. Policial. A minha Dona me disse pra pegar o seu telefone. Ele gargalhou. Cai fora daqui seu trouxa, se não você vai se foder. Eu notei uma ameaça real naquela voz, e quase desisti. Mas senhor, foi uma ordem dela… Os dois caras saíram da viatura, munidos de spray de pimenta e cassetete. Pensei em voltar pro carro, mas minhas pernas não obedeciam. Antes que eu chegasse a uma conclusão sobre o que fazer, senti o ardor da pimenta penetrando meus olhos e meu nariz. Era insuportável, perdia todos os sentidos, toda a capacidade de pensar, de raciocinar ou reagir. E foi então que eu levei a maior surra que eu já havia levado na vida, até aquele dia. Me bateram com o cassetete, nos braços e nas perdas. Menos no rosto. Foi rápido, e antes que eu conseguisse me levantar eles já tinham ido embora. Marina assistia tudo de dentro do carro, deliciada.

Quando eu voltei pro carro, ela me beijou a testa, e disse: bom menino. / Me perdoa, Senhora. Não consegui o número deles. / Não tem problema, eu estou orgulhosa de você, corninho. Me deu outro beijo na testa e se recostou no banco. Agora vamos, quero pegar um sol amanhã cedo, e preciso descansar. Ela tirou o converse vermelho, deixou o celular no banco, e se aninhou. Dei a partida e saímos de lá. Logo eu estava de novo na rodovia, estávamos seguros. Quando fazia uns quinze minutos que Marina dormia, o celular soou novamente com aquele sinal característico. Puxei pra dar uma olhada. Digitei a senha, e a mensagem dizia: adoramos te conhecer. Seu namorado é muito corno mesmo. Meu amigo disse que você tem a bucetinha mais macia que ele já comeu, está apaixonado. rs. Volta logo.

Por Alex Mazoka

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